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Textos para inspirar sua vida, família e ministério.

Adicionado em 04/10/2018

Este é um artigo de opinião pessoal. Você não precisa concordar comigo, e eu, como cristão e pastor, continuo amando e respeitando quem pensa diferente. Sem me alongar na introdução, preciso fazer umas considerações iniciais:

1. Se você acha que um pastor não deve se envolver com política, clique AQUI e entenda o que a Bíblia e nossa legislação diz sobre isso.

2. A igreja que pastoreio, como instituição, não tem um candidato ou partido específico. Temos, porém, princípios específicos, que sempre defenderemos (apesar de amar quem discorda de nós). Respeitamos a diversidade política de uma nação democrática, mesmo entre nossos membros. E entendo que um membro da igreja não tem nenhuma obrigação de votar no candidato que o seu pastor votar. 

3. Mas eu, Edilson de Lira, como cidadão brasileiro, tenho minha opção específica de voto, e o direito de torná-la pública:

 

Não vou votar no mito. Por causa da pouca educação formal de nosso povo, os políticos aqui são “endeusados”, e rotulados da panacéia que vai resolver todas as mazelas da sociedade. As pessoas pensam que um presidente sozinho vai mudar a história da nação. É preciso mais que um presidente para mudar o país: É preciso que haja civilidade, patriotismo e honestidade em cada cidadão. Do contrário, o povo sempre vai ter o político que merece.

 

Eu não acredito nesse mito que muita gente está comentando por aí. Aqui vão algumas razões. Eu não acredito no mito que diz que:

1. Um partido que foi eleito em 2002, 2006, 2010 e 2014, precisa ser eleito novamente para arrumar o que ele mesmo bagunçou!

2. Um partido fundado sob a ideologia que mais matou e torturou pessoas, em toda a história da humanidade (marxismo), precisa ser eleito, para evitar que um “torturador” suba ao poder!

3. Um partido que representa a maior ameaça ao cristianismo no mundo (comunismo) é a melhor solução para os cristãos brasileiros!

 

Resumindo, eu não acredito no mito que o PT vai “fazer o Brasil feliz de novo”. Se você apoia o PT, eu não vou tentar convencê-lo dos escândalos de corrupção (você pode insistir que é um “golpe” ou um “complô”)... Ainda que o PT fosse o partido mais honesto do mundo, não teria o meu voto! Eu entendo que o PT, nos seus valores mais básicos, é contrário ao cristianismo: a ideia marxista de luta de classes, do Estado interferindo na criação da família, da ideologia de gênero, da promoção das drogas e da prostituição, e do relativismo moral, só para exemplificar, são incompatíveis com os ensinos cristãos. É por uma questão conceitual e ideológica: Cristianismo e marxismo são incompatíveis.

Pelo exposto acima, e por entender que a única opção de voto para tirar o PT do poder hoje é o Bolsonaro, esse será o meu voto em 2018 para presidente. Votar na Marina ou no cabo Daciolo, ou qualquer outra opção, a essa altura, seria matematicamente igual a facilitar a subida do Haddad para um segundo turno. Não concordo com tudo que o Bolsonaro diz ou faz. Ele não é um Messias para o Brasil (o único é o meu Senhor Jesus). Ele não é um “mito”. Nem sequer é o canditado ideal. Mas, na minha opinião, é a melhor opção que temos até o presente momento. E se ele nos decepcionar? Aí reivindicamos nossos direitos, e mudamos no próximo voto, como sempre funciona na democracia. Precisamos escolher pessoas, e nenhuma delas está imune a falhas… O que eu não posso é trocar uma possibilidade de decepção (Bolsonaro) por uma decepção certa (Haddad e o PT)! Aos que votam no PT, ou em qualquer outro partido, discutimos ideias, mas continuamos amando e respeitando a todos. Ninguém é meu inimigo por pensar diferente de mim.

Não vou votar no mito: Vou votar num homem chamado Jair Messias Bolsonaro.